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Beyond the Transaction: Every Transaction Has a Story
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Aumento das vendas em 70% é possivel graças à aceitação!

Mario Cerda é proprietário da BC-Help, uma empresa que presta serviços de conserto de bicicletas móvel com atendimento por telefone. Como um “Cashless Pioneer”, ele conseguiu expandir seu negócio passando a aceitar outras formas de pagamento além de dinheiro físico.

Eu me chamo Mario Cerda, sou ciclista e proprietário da oficina e loja de bicicletas BC-Help. O negócio teve início quando eu percebi uma nova tendência no mercado: cada vez mais executivos e pessoas que trabalham em escritório pedalam até o trabalho para evitar os congestionamentos em Santiago, no Chile, e ao mesmo tempo se exercitarem. Minha primeira idéia foi oferecer a esse público um serviço de estacionamento de bicicletas. Realizamos uma pesquisa que perguntava a opinião desses ciclistas sobre deixar suas bicicletas guardadas em um local seguro.

Percebemos que eles eram indiferentes quanto a deixar a bicicleta na rua com um bom cadeado, e também que os prédios ofereciam cada vez mais esse tipo de serviço internamente. Com base nesses dados, buscamos outra abordagem de negócios. Analisamos o mercado e percebemos algo interessante: Os novos usuários de bicicleta não têm tempo para levar seu meio de transporte até uma oficina, nem querem ter de esperar 4 ou 5 dias para que ela seja devolvida.

Assim nasceu a BC-Help, nossa oficina e loja de bicicletas que vai até o usuário em caso de contratempos, com a garantia de devolução em até 24 horas e, não sendo possível, emprestamos uma substituta durante o período do conserto. Além disso, para prestar um bom serviço, definimos uma área de atendimento em que conseguimos chegar aos diversos locais em menos de 15 minutos.

O negócio começou a crescer, fizemos publicidade e pouco a pouco atraímos novos clientes. No entanto, começamos a notar uma outra tendência. Quando abrimos a oficina, só aceitávamos dinheiro vivo e transferência eletrônica. Muitas vezes informávamos isso ao cliente pelo telefone que, então, nos dizia que retornaria a ligação mais tarde mas nunca ligava.

Entendemos que o nosso público-alvo, formado por pessoas que trabalham em escritório com pouco tempo livre, usa somente cartões em vez de andar com dinheiro físico, e que se não queríamos perder oportunidades de negócio, devíamos aceitar pagamentos móveis.

Assim, em apenas quatro meses da inauguração, já tínhamos adotado o sistema de pagamento com cartões de crédito e débito. O impacto foi totalmente positivo, passamos de um ticket médio diário de 50 mil pesos chilenos [250 reais] para 500 mil a 800 mil pesos chilenos [2500-4000 reais], e a maioria são pagamentos com cartão. Cerca de 70% do nosso lucro mensal é proveniente das vendas por este sistema. Embora seja preciso pagar comissões, mais vendas acontecem e compensam esse custo.

Antes de aceitar cartões, era muito difícil fazer uma grande venda com valores entre 400-500 mil pesos chilenos [2 mil a 2500 reais] em dinheiro. No entanto, com a aceitação especialmente de cartões de crédito nós oferecemos pagamentos parcelados, que possibilita ir além do varejo, aumentando nossos lucros.

Outra vantagem é a inovação. Desde que informamos aos clientes que passamos a aceitar pagamentos com cartão de crédito na rua ou no trabalho porque levamos a “maquininha” até eles, todos ficaram encantados e fazem propaganda boca a boca de como nosso serviço e, portanto, a BC-Help são modernos.

Em três anos, nossa empresa cresceu muito, especialmente graças à adoção imediata dos pagamentos com cartão. O próximo passo será expandir e criar novas lojas em Santiago, permitindo aumentar não só o nossa empresa, mas também proporcionando mais facilidade para desenvolver e aprimorar a minha paixão: viajar mundo afora em duas rodas.