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Beyond the Transaction: Every Transaction Has a Story
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Café Compartilhado aumenta sua renda após começar a aceitar cartão!

Neves tem 55 anos, é de Porto Alegre, mas atualmente vive em São Paulo. Dono do primeiro Café Compartilhado de rua da capital, Neves notou que suas vendas e doações aumentaram muito após começar a aceitar pagamentos no cartão.

“Meu nome é Carlos Pedroso das Neves, mas todos me chamam de Neves. Tenho 55 anos e sou proprietário de um Café Compartilhado na rua da Consolação, em São Paulo. Durante 29 anos trabalhei na área de Tecnologia da Informação e um tempo atrás, cansado do stress da vida de escritório, resolvi me tornar empreendedor.

Nesse momento, minha esposa me deu a ideia de começar a trabalhar na rua com uma banca de lanches. No início eu vendia cafés, bolos, tortas, lanches e outras coisas como qualquer banca normal,  mas certo dia uma turista passou por aqui, tomou um café e disse que gostaria de deixar um segundo café pago para alguém. Eu parei para pesquisar e percebi que no Brasil não existia nenhum Café Compartilhado nesse formato, fora de estabelecimentos físicos, e que não intimidasse os moradores de rua. Então pensei: Por que não compartilhar?

A ideia do Café Compartilhado funciona não somente com cafés, mas também com bolos, tortas, lanches, salgados e todos os outros produtos que eu vendo na minha banca. Quando alguém passa por aqui e deixa uma doação, eu anoto em uma lousa quais foram os créditos do dia, assim as pessoas necessitadas e sem condições ficam sabendo o que podem consumir sem precisar pagar, e também já divulga a ideia do “compartilhado” para os que passam por aqui e ainda não conhecem o projeto.

Quando estou com uma quantidade baixa de “créditos”, eu faço o que chamo de “doação da casa”, em que eu banco do meu próprio bolso as doações para dar continuidade ao projeto. Há muitas pessoas passando por necessidades por aqui e eu não consigo deixar de ajudá-las.

No início do projeto, muitas pessoas chegavam à banca e, na hora de pagar, quando percebiam que eu não aceitava cartão, reclamavam. Muitos até deixavam de consumir por causa disso. Então eu corri atrás da maquininha, porque aceitar pagamentos no cartão implicaria não só o aumento das minhas vendas, mas também em ajuda para quem precisa.

Com esse novo meio de pagamento, minha lucratividade aumentou em cerca de 40% e hoje mais da metade das vendas do Café Compartilhado são feitas por pagamentos no cartão. Mesmo as doações.  Hoje, com a renda que vem do Café Compartilhado, eu consigo pagar as contas do mês e proporcionar uma vida tranquila à minha família. Eu me sinto muito bem fazendo o bem e abrindo esse canal para que outras pessoas também o façam. Ajudar as pessoas e ainda poder empreender com isso realmente não em preço.”