Uma abordagem para coletar, gerenciar e usar dados com decência

Miami, Florida – 24 de outubro de 2019 – Nove de cada dez pessoas dizem que a privacidade dos dados é importante para elas, de acordo com uma pesquisa recente encomendada pela Mastercard, mas apenas um quarto delas dizem que as empresas estão fazendo um trabalho muito bom ao lidar com os dados das pessoas. A Mastercard anunciou hoje o lançamento do Imperativo de Responsabilidade por Dados para promover um diálogo sobre como as organizações podem trabalhar juntas para fechar essa lacuna, convidando outras organizações a se unirem a elas no esforço. A iniciativa depende do estabelecimento de um conjunto básico de princípios que orientam a coleta, o gerenciamento e o uso de dados de maneira ética.

Quando se trata de dados – e de tratar dados pessoais com decência – a Mastercard acredita que:

  • Você é o proprietário deles – Todos os dias você produz dados. Esses dados pertencem a você.
  • Você os controla – Você tem o direito de entender e controlar como seus dados são usados.
  • Você deve se beneficiar com o uso deles – Seus dados devem ser usados ​​para tornar a sua vida mais fácil e rica.
  • Nós os protegemos – Seus dados serão mantidos em segurança e usados ​​de forma responsável.

“Na acelerada economia digital de hoje, enfrentamos circunstâncias nunca antes vistas que testam diariamente a nossa ética”, disse JoAnn Stonier, Diretora de Dados da Mastercard. “Precisamos de altos padrões de dados que nos permitam enfrentar essas situações de frente, sabendo que nossas práticas são sólidas, consistentes e baseadas no tratamento de indivíduos e de seus dados com decência. Para a Mastercard, esse compromisso começa em casa, e estamos incorporando esses princípios na forma como fazemos negócios – todos os dias”.

A iniciativa se baseia na premissa de que as empresas têm responsabilidade perante os indivíduos, entre si e com a sociedade como um todo na maneira como gerenciam seus dados.

A Mastercard propõe seis responsabilidades por dados que ajudarão a fornecer programas sustentáveis de dados ​​projetados para melhor navegar pelos desafios e oportunidades da economia digital – e como fazer com que a economia digital funcione para todos, em qualquer lugar. Esses princípios visam complementar – e não substituir – a conformidade regulatória.

As Seis Responsabilidades por Dados
Segurança e Privacidade As empresas devem defender as melhores práticas disponíveis de segurança e privacidade
Transparência e Controle As empresas devem explicar de maneira clara e simples como coletam, usam e compartilham os dados de indivíduos e dar a estes a capacidade de controlar seu uso
Responsabilização As empresas devem manter os interesses dos consumidores no centro de suas práticas de dados
Integridade A empresa precisa ser ser consciente na maneira como usa os dados, a fim de minimizar vieses, imprecisões e consequências não intencionais
Inovação As empresas devem inovar constantemente para garantir que os indivíduos se beneficiem do uso de seus dados através de melhores experiências, produtos e serviços
Impacto Social As empresas devem usar dados para identificar necessidades e oportunidades a fim de causar um impacto positivo na sociedade

De acordo com a pesquisa, uma organização comprometida com esses princípios ajudaria a gerar confiança em mais de 90% dos indivíduos. Consumidores da Índia e do Brasil são muito mais positivos sobre o manuseio de dados pessoais, e mais de 50% dos consumidores dizem que teriam mais chances de usar uma empresa que seja transparente no uso dos dados. Com esses resultados, a ‘responsabilidade corporativa pelos dados’ – CDR – pode se tornar a responsabilidade social corporativa do século XXI.

A Mastercard se compromete com esses princípios, garantindo que os dados pessoais sejam aproveitados apenas de maneiras éticas, compatíveis com o ambiente regulatório e que melhorem a experiência do consumidor. Hoje, na Mastercard, isso inclui:

  • Múltiplas camadas de segurança, incluindo tokenização e criptografia, para proteger as informações
  • Expansão das proteções do Regulamento Global de Proteção de Dados da UE (GDPR) globalmente, incluindo o portal My Data, para que indivíduos em todo o mundo possam ver e gerenciar quais informações pessoais são detidas pela Mastercard.
  • Desenvolvimento de uma solução de anonimização de primeiro nível – a confiança de dados Trūata – que protege a privacidade ao habilitar a análise de dados sob o GDPR
  • Incorporação dos princípios de responsabilidade por dados em seu processo de desenvolvimento de produtos
  • Mecanismos robustos de transferência de dados, incluindo Regras Corporativas Vinculantes (Binding Corporate Rules – BCRs) para transferências de dados pessoais globalmente, e certificações nos sistemas da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico – uma das poucas empresas a realizar ambos
  • Fornecimento de controles do uso de dados, incluindo opt-outs para dados usados ​​em marketinganálise de dadosanálise da internet usando formulários online
  • Dados abrangentes para um bom programa liderado pelo Centro de Crescimento Inclusivo (Center for Inclusive Growth), ajudando a aumentar a capacidade de ciência de dados dos setores social e cívico por meio de parcerias com organizações como a Fundação Rockefeller

“Na Mastercard, acreditamos que os indivíduos devam ser proprietários de seus dados pessoais, têm o direito de controlar como esses dados são compartilhados e se beneficiam do uso deles”, disse Dimi Dosis, Presidente da área de Consultores da Mastercard. “E cabe a nós proteger esses dados. Incorporamos esse pensamento ao nosso desenvolvimento de produtos e ele informará tudo o que fizermos no futuro. A inovação é fundamental para o sucesso do negócio, mas nunca à custa do indivíduo”.

“Juntas, as organizações têm uma tremenda oportunidade de transformar a maneira como pensamos sobre práticas de dados responsáveis e uma estrutura de dados sustentável que gere benefícios universais”, disse Stefaan Verhulst, co-fundador e Diretor de Pesquisas do GovLab da Universidade de Nova York e Diretor de sua Iniciativa de Colaboração de Dados: “Esses princípios adotam particularmente uma oportunidade que muitas outras estruturas de dados não possuem: usar dados de maneira responsável para produzir insights sobre padrões e comportamentos sociais que podem ajudar a resolver problemas do mundo real”.

“O Imperativo de Responsabilidade por Dados da Mastercard é um bom modelo para empresas que desejam usar dados respeitando os direitos individuais de privacidade”, disse Jules Polonetsky, CEO do Future of Privacy Forum. “Os dados são mais do que apenas um ativo comercial valioso; as práticas de dados morais e com princípios são uma responsabilidade corporativa. No longo prazo, as empresas que criarem confiança através do uso de dados baseado em princípios – mesmo quando existe um custo no curto prazo – serão as mais adequadas para prosperar em uma economia orientada a dados”.

Maiores informações sobre o Imperativo de Responsabilidade por Dados serão disponibilizadas em breve. Para baixar o artigo técnico, visite www.mastercard.com/dataresponsibility.

Metodologia da pesquisa: a Mastercard encomendou de terceiros uma pesquisa online com 2.487 indivíduos e 830 líderes de empresas no Brasil, Alemanha, Índia, Espanha e Estados Unidos de julho a agosto de 2019.

 Sobre Mastercard

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