Segurança digital se consolida como prioridade estratégica nas empresas brasileiras, aponta Barômetro da Mastercard

17 de abril de 2026

Pesquisa Datafolha encomendada pela empresa revela salto na maturidade corporativa: 75% das empresas já possuem área dedicada à cibersegurança e 53% atribuem prioridade máxima ao tema no orçamento atual

 

A segurança digital consolidou-se como um pilar estratégico e habilitador de negócios no Brasil, e não mais como um mero centro de custos. É o que revela a terceira edição do Barômetro da Segurança Digital, estudo encomendado pela Mastercard ao Instituto Datafolha. A pesquisa, realizada com tomadores de decisão da área de TI de empresas de pequeno, médio e grande porte dos setores de varejo, tecnologia, telecom, finanças, seguros, saúde e educação, aponta uma evolução significativa na maturidade, nos investimentos e na preparação das empresas contra ameaças cibernéticas nos últimos anos.

Comparando os dados de 2025 com os da última edição do estudo (2022), o avanço é notável em todos os portes. A existência de departamentos próprios para cibersegurança saltou de 35% para 75% no total da amostra — com destaque para as pequenas empresas, onde o índice saltou de 23% para 66%. A prioridade máxima no orçamento atual também mais que dobrou globalmente (de 23% para 53%), e nas grandes empresas já atinge 54%. Já a adoção de um planejamento anual para a área cresceu de 26% para 56% no total, chegando a 80% no setor de tecnologia e telecom.

“Os dados do Barômetro mostram uma transformação profunda na mentalidade do mercado brasileiro. A segurança digital migrou da periferia para o centro das decisões estratégicas”, comenta Daniel Vilela, VP de Prevenção a Fraude e Compliance da Mastercard Brasil. “As empresas não enxergam mais esse investimento apenas como uma despesa necessária, mas como um motor para gerar confiança, credibilidade, resiliência e inclusão digital levando à continuidade e expansão dos negócios. É um sinal claro de maturidade e uma resposta direta ao cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas”.

Confiança e credibilidade: os principais benefícios percebidos

O estudo identificou que os principais benefícios atribuídos ao investimento em cibersegurança são a confiança para a gestão dos negócios e a credibilidade diante de clientes e parceiros (71%). A percepção de que as empresas de seus setores são alvos de fraudes e de ataques digitais com alta ou média frequência saltou de 64% em 2022 para 78% em 2025, indicando um aumento da consciência do risco. Em resposta a esse cenário, as empresas têm intensificado medidas concretas — 96% realizam testes de segurança regularmente, 86% possuem um plano de resposta a incidentes e 75% já adotaram simulações de ataques nos últimos três meses.

Recorte por Porte da Empresa: pequenas empresas aceleram na adoção de estrutura e práticas de segurança

A evolução foi notável em todos os tamanhos, com destaque para a aceleração nas empresas de pequeno porte (10 a 49 funcionários), que representam 20% da amostra:

  • A criação de áreas próprias para cibersegurança disparou de 23% (2023) para 66% (2025).
  • A prioridade máxima (notas 9-10) no orçamento atual subiu de 19% para 42%.
  • A realização de simulações de ataques nos últimos 3 meses saltou de 31% para 63%.

 

As empresas de médio (50 a 99 funcionários – 28% da amostra) e grande porte (mais de 100 funcionários – 52% da amostra) também apresentam índices elevados. Nas grandes empresas, 87% consideram o tema “muito importante”, 90% possuem plano de resposta a ataques e 83% fizeram simulações recentes.

Recorte por Segmento Empresarial: tecnologia/telecom lideram em maturidade

A análise por setor de atuação revela diferentes níveis de maturidade, com o segmento de tecnologia + telecom se destacando consistentemente:

  • Prioridade Orçamentária: 72% atribuem prioridade máxima (notas 9-10) ao tema no orçamento atual.
  • Preparo:  64% se consideram muito preparados (notas 9-10) para um ataque cibernético.
  • Estrutura: 80% possuem planejamento anual para a área, e 98% têm um plano pronto de resposta a ataques.
  • Práticas: 100% realizam testes de segurança regularmente e 92% fizeram simulações de ataques nos últimos 3 meses.

O segmento financeiro + seguros também apresenta índices robustos, com 80% afirmando que o tema é “muito discutido” no setor e 90% possuindo plano de resposta a ataques. O varejo mostra grande avanço, com 73% já tendo área própria de cibersegurança. A saúde se destaca pela frequência de avaliações de riscos de terceiros e simulações. Educação, embora com indicadores um pouco abaixo da média geral, também registrou crescimento significativo em vários aspectos desde 2021.

Recorte Geográfico: Concentração nas Regiões Sudeste e Sul

A amostra da pesquisa teve a seguinte distribuição geográfica:

  • Sudeste: 42% das entrevistas.
  • Sul: 21% das entrevistas.
  • Nordeste: 21% das entrevistas.
  • Norte/Centro-Oeste: 16% das entrevistas.

Os dados consolidados apresentados no estudo representam, portanto, uma visão nacional, com peso proporcional à presença das empresas nas diferentes regiões.

Desafios persistentes e adoção tecnológica

Apesar dos avanços, desafios permanecem. Encontrar profissionais qualificados ainda é considerado “muito difícil” por 25% das empresas (uma em cada quatro). Na outra ponta, a adoção de tecnologias avançadas acelerou: 73% atribuem grande relevância à biometria, 47% à Inteligência Artificial/Machine Learning e 58% à criptografia. O uso intensivo (“utiliza muito”) de biometria para diminuir a utilização de senhas por clientes já é realidade para 52% das empresas. Essa adoção tecnológica é um dos pilares para a construção de um ecossistema digital mais seguro.

 Metodologia:

O Barômetro da Segurança Digital 2025 é um estudo quantitativo realizado pelo Instituto Datafolha a pedido da Mastercard. Foram conduzidas entrevistas online, entre 01 de setembro e 24 de outubro de 2025, com tomadores de decisão da área de tecnologia de empresas de pequeno, médio e grande porte dos setores de varejo, tecnologia, telecom, finanças, seguros, saúde e educação. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 6 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. Os resultados foram ponderados conforme a participação de cada segmento na amostra.

 Estratégia de cibersegurança na Mastercard

A evolução observada no Barômetro reflete uma transformação mais ampla da Mastercard, que vem se posicionando nos últimos anos como uma empresa de tecnologia que vai além dos cartões. Com mais de US$ 10 bilhões investidos globalmente em inteligência artificial e cibersegurança, a Mastercard desenvolve soluções que transformam dados em proteção em tempo real, como o Decision Intelligence Pro, Mastercard Threat Intelligence, RiskRecon, Safety Net, entre outras, apoiando empresas de todos os portes e segmentos a operar com mais confiança na economia digital.

Saiba mais em www.mastercard.com/br/pt/business/cybersecurity-fraud-prevention.html


Sobre a Mastercard

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